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Resultado dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva

Depois de dois meses e meio de trabalho, procedendo a uma análise criteriosa dos 668 curtas metragem inscritos na 14a. edição do Festival Taguatinga de Cinema, a Curadoria Oficial do festival divulga a lista com os 22 selecionados. Os filmes estão listados abaixo por ordem alfabética.

  • A Sússia, de Lucrécia Dia Moura (TO)
  • À tona, de Daniella Cronemberger (DF)
  • Boca de Loba, de Bárbara Cabeça (CE)
  • Codinome Breno, de Manoel Batista (RN)
  • Conte isso àqueles que dizem que fomos derrotados, de Aiano Bemfica, Camila Bastos, Cristiano Araújo e Pedro Maia de Brito (MG)
  • De longe, ninguém vê o presidente, de Rená Tardin (SP)
  • Entre parentes, de Tiago Aragão (DF)
  • Leningrado, linha 41, de Dênia Cruz (RN)
  • Megg – A Margem que Migra para o Centro, de Larissa Nepomuceno e Eduardo Sanches (PR)
  • Motriz, de Taís Amordivino (BA)
  • O grande amor de um lobo, de Kennel Rogis e Adrianderson Barbosa (RN)
  • O Jirau da Hydro, de Márcio Crux (PA)
  • O Meu Balão Vai Voar, de Chia Beloto e Rui Mendonça (PE)
  • Onde mora o afeto, de Josianne Diniz (DF)
  • Osmildo, de Pedro Daldegan (DF)
  • ProfanAÇÃO, de Estela Lapponi (SP)
  • Positive Youtubers – A Machinima Documentary, de Leandro Goddinho (SP)
  • Pretas raras, de Gabriela Batista de Gusmão (DF)
  • Quando elas cantam, de Maria Fanchin (SP)
  • Rua da Poesia, de Gabrielle Sousa, Gabriela Luna e Isabela Godoi (RJ)
  • Sair do armário, de Marina Pontes (BA)
  • Terra, de Maurício Ferreira (DF)


FESTIVAL ONLINE | Conheça os dois filmes vencedores

os dois mais votados no festival online

O período de votação do nosso Festival Online encerrou-se às 23h59 de sexta-feira, 31 de maio, e hoje, após três dias dedicados à verificação da validade dos votos recebidos por cada filme, anunciamos com alegria a classificação dos seguintes filmes:

1º Colocado
MIKSANG (O OLHAR AMOROSO), que recebeu um total de 535 votos

2º Colocado
A HISTÓRIA MUDA, com 519 votos

Os dois vencedores do Festival Online estarão entre os 24 curtas da nossa Mostra Competitiva e concorrerão a prêmios ao lado dos 22 curtas selecionados pela curadoria oficial do Festival Taguatinga de Cinema.

A organização do festival informa que, de acordo com o regulamento, o processo de verificação dos votos visa garantir a lisura do processo e, para que isso seja assegurado, são considerados inválidos todos os votos oriundos de e-mails temporários. E-mails dessa natureza oferecem indícios de fraudes em votações online, já que podem ser criados para simples cadastro e depois dispensados sem prejuízo para as respectivas plataformas ou para quem os criou.

O Festival Taguatinga de Cinema, que há 5 edições realiza a Mostra Online como forma de democratizar o acesso à nossa Mostra Competitiva, promovendo a curadoria popular dos filmes inscritos, sabe que esse tipo de evento costuma ser alvo de ataque de crackers que objetivam tão somente prejudicar o processo. Por isso mesmo, estabelecemos regras que podem ser conferidas em nosso regulamento, que é sempre divulgado na abertura do período de inscrições de cada edição do festival. O regulamento de 2019 pode ser conferido aqui: https://bit.ly/2wC8ioq



FESTIVAL ONLINE | Vencedores serão anunciados em 4 de junho

Resultado dia 4 de junho

A votação online para a escolha dos dois curtas que estarão na Mostra Competitiva do Festival Taguatinga de Cinema encerrou-se às 23h59 desta sexta-feira, 31 de maio. A organização do festival tem agora até 4 de junho para anunciar os filmes vencedores. Será verificada a validade dos votos recebidos por cada filme. O procedimento requer a verificação da existência dos e-mails cadastrados.


De acordo com o regulamento do festival, serão anulados os votos resultantes de fraudes e, nos casos em que houver evidências concretas de ações fraudulentas para beneficiar determinado (s) filme(s), o festival poderá desclassificá-lo(s).

Este ano, dos 668 filmes inscritos no FestTaguá, 476 participaram do nosso Festival Online por escolha de seus realizadores e realizadoras. O período de votação online foi mais longo, perfazendo um total de 45 dias, entre 15 de abril e 31 de maio.

Os dois filmes vencedores escolhidos pela curadoria popular estarão entre os 24 curtas da nossa Mostra Competitiva e concorrerão a prêmios ao lado dos 22 curtas selecionados pela curadoria oficial do FestTaguá.



#FTC21anos | A lente de William Alves, idealizador do mais antigo festival de cinema da periferia de Brasília

Estamos em 2019 e o Festival Taguatinga de Cinema, que teve sua primeira edição como MostraTaguatinga de Cinema em 1998, completa 21 anos de existência.

Até aqui foram 13 edições e muitos filmes, debates, mostras, encontros, oficinas, lançamento de livros, de cineclubes, exposições fotográficas e mais “uma ruma de coisas”, como popularmente costumamos falar em Taguatinga. O nosso festival é uma usina de acontecimentos vibrantes, que faz crescer a paixão pelo cinema.

Uma das motivações da nossa ação foi construir um espaço alternativo de exibição e discussão de filmes.

No início, exibíamos somente filmes em 16mm. Isso foi no fim dos anos 90, quando o Brasil estava em processo de redemocratização, numa cidade periférica da capital do país.

Em 2012, deixamos de ser uma Mostra de Filmes e nos transformamos no Festival Taguatinga de Cinema. Os filmes exibidos, antes produzidos em película, passaram a ser produzidos nos mais diversos formatos e equipamentos de vídeo. O número de produções participantes do festival triplicou.

Foi aí que entendemos que a democratização da produção audiovisual no Brasil era uma realidade, com grande número de vídeos e filmes sendo produzidos dentro das aldeias, nas favelas, nas periferias e comunidades quilombolas ou no âmbito de movimentos como o MST, o MTST e o MPL, passando a ser visto por uma massa de espectadores ávidos por essa nova estética cultural e seus discursos.

Tínhamos a impressão de que participávamos de uma revolução audiovisual baseada na troca direta, no conhecimento livre propiciado pela internet, e isso surgiu como um alento em meio a um cenário caótico e desolador.

O acesso ao conhecimento, à cultura e à informação, que é a base para o desenvolvimento de qualquer sociedade, era agora uma realidade “sem limites”. Tínhamos, e ainda temos, as ferramentas de produção de imagens e a possibilidade de levá-las a um número cada vez maior de pessoas.

Nossa ação é politica, e o audiovisual, um instrumento, uma ferramenta, uma chave capaz de abrir muitas portas.

Em 2013, o Festival Taguatinga ofereceu ao grande público a Mostra de Vídeo-Ativismo, com filmes que registraram, de forma documental e poética, os levantes populares que ocorreram pelo Brasil naquele ano.

A partir desses filmes, pudemos perceber o grande poder gerador da ação política de indivíduos instrumentalizados com câmeras e celulares. Indivíduos plurais com grande capacidade criativa e transformadora, autores de filmes de protesto contra a violência estatal, política, econômica e cultural imposta naquele momento – uma violência contínua, instituída pelo Estado “democrático”.

Agora, há mais dúvidas e indignação do que certezas, pois o desfecho da ação executada contra o povo naquele 2013 produziu catástrofes políticas em cadeia: primeiro a deposição da presidenta Dilma Rousseff, com o Partido dos Trabalhadores sendo acusado de ser o responsável por todas as mazelas politicas, econômicas e financeiras do Brasil e com a concentração de poder em torno do capital; depois, a prisão do ex-presidente Lula, acusado por corrupção, num julgamento político e controverso; por último, a subida ao poder de um homem mediano, aquele a quem falta decoro e dignidade para ser presidente do Brasil, aquele que corrói nossos direitos e nos deixa a todos sem norte e mortos de vergonha perante o mundo.  

Parafraseando o poeta Paulo Kauim, “o futuro já chegou, já passou e o Brasil ficou aqui”.

No entanto, se podemos pensar que tudo na vida é transitório – tem começo, meio e fim -, também podemos levar em consideração que o ciclo só se completa quando ocorre o (re)nascimento. Sob essa perspectiva, o (re)nascer é o que permite o novo, a novidade, e é dessa condição que surge a ação política.

Assim, aspiramos que a capacidade de fazer surgir o espaço para a liberdade, para o discurso e a ação, possa revelar quem somos, gerar poder e nos fazer viver uma política digna, para além do discurso utilitarista, e dessa forma limitar a ocorrência da violência entre todos.

É dentro desse contexto político e social que o Festival Taguatinga de Cinema se faz caixa de ressonância para um Brasil que vibra na tela do cinema, espelho de histórias e experiências que revelam a nossa força criativa. Um Brasil múltiplo, transbordante de alma, cheio de axé.

William Alves

Idealizador e Diretor do Festival Taguatinga de Cinema



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