{"id":2319,"date":"2019-09-25T15:00:03","date_gmt":"2019-09-25T18:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/?p=2319"},"modified":"2019-09-26T22:54:10","modified_gmt":"2019-09-27T01:54:10","slug":"a-porcao-mulher-do-festtagua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/a-porcao-mulher-do-festtagua\/","title":{"rendered":"A por\u00e7\u00e3o mulher do FesTagu\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align:right\">Por Jana\u00edna Andr\u00e9*&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Nosso microcosmo \u00e9 feminino, e n\u00e3o \u00e9 de hoje. A participa\u00e7\u00e3o da mulher na realiza\u00e7\u00e3o do Festival Taguatinga de Cinema \u00e9 majorit\u00e1ria desde 2017, quando represent\u00e1vamos 55% dos profissionais contratados. Em 2018, de um total de 52 profissionais, 32 eram mulheres. Em 2019, com a equipe mais enxuta, temos 25 mulheres e 19 homens.\u00a0<br><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s mulheres ocupamos quase todos os lugares de poder do festival. Estamos na curadoria, na coordena\u00e7\u00e3o do Tagu\u00e1 Mapi, no j\u00fari, \u00e0 frente dos pain\u00e9is, ministrando oficinas e coordenando debates. No palco, a atriz&nbsp; e poeta taguatinguense Marina Mara comanda h\u00e1 anos as quatro noites de festival, assessorada nos bastidores por uma equipe de produ\u00e7\u00e3o com maioria feminina. Nas telas, uma quantidade respeit\u00e1vel de diretoras, tanto na mostra competitiva quanto naquelas dedicadas exclusivamente ao cinema feminino.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"597\" height=\"447\" src=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Mulheres-FESTTAGUA\u0301.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2320\" srcset=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Mulheres-FESTTAGUA\u0301.png 597w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Mulheres-FESTTAGUA\u0301-300x225.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px\" \/><figcaption>Equipe feminina da 13a. edi\u00e7\u00e3o do Festival Taguatinga de Cinema.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A aten\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade de g\u00eanero foi algo que se deu naturalmente, de forma espont\u00e2nea, segundo o diretor William Alves. &#8220;Acredito que a pr\u00f3pria natureza do festival, com as atividades que realiza e os filmes que seleciona para as mostras competitiva e paralela, de modo atento \u00e0s for\u00e7as que brotam na periferia do pa\u00eds, atraiu para si, como um campo magn\u00e9tico, grandes profissionais mulheres com ideais emancipat\u00f3rios e despertou nelas o desejo de se aproximar e tornarem-se colaboradoras permanentes.&#8221;<br><\/p>\n\n\n\n<p>A produtora audiovisual Adriana Gomes, curadora do festival desde a 11a. edi\u00e7\u00e3o, preside agora a nossa Comiss\u00e3o Permanente de Curadoria. &#8220;O festival \u00e9 para mim um espa\u00e7o de afirma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas pessoal, mas tamb\u00e9m coletivo. Lugar onde podemos ter uma leitura da realidade a partir do recorte cinematogr\u00e1fico selecionado e refletir sobre as possibilidades de auto-organiza\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es urgentes que estamos vivenciando&#8221;, afirma Adriana. <br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"853\" height=\"853\" src=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Foto-Drica.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2328\" srcset=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Foto-Drica.jpeg 853w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Foto-Drica-150x150.jpeg 150w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Foto-Drica-300x300.jpeg 300w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Foto-Drica-768x768.jpeg 768w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Foto-Drica-260x260.jpeg 260w\" sizes=\"auto, (max-width: 853px) 100vw, 853px\" \/><figcaption>Adriana Gomes \u00e9 curadora do Festival Taguatinga de Cinema desde 2016.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho das mulheres, em que pese o modo espont\u00e2neo como se deram as aproxima\u00e7\u00f5es entre elas e o festival, assumiu para n\u00f3s o car\u00e1ter de milit\u00e2ncia. O marco \u00e9 a edi\u00e7\u00e3o de 2017, que trouxe como tema a &#8220;Nossa Por\u00e7\u00e3o Mulher&#8221;, evidenciando a nossa \u00eanfase na recusa de toda forma de viol\u00eancia, opress\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o contra a mulher, repensando o seu lugar na sociedade e mirando a sua emancipa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, realizamos a Mostra WIFT- Brasil (Women in Film and Television) com curtas-metragens de mulheres brasileiras, seguida de debate com as diretoras. Neste ano, teremos a Mostra MAV-DF, com filmes de diretoras brasilienses que integram o Coletivo Mulheres do Audiovisual do DF. Al\u00e9m disso, as sess\u00f5es da mostra competitiva ser\u00e3o abertas com filmes que denunciam a viol\u00eancia contra a mulher.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que o cinema \u00e9 uma atividade de car\u00e1ter excludente. Ainda estamos longe de uma equidade de g\u00eanero no meio cinematogr\u00e1fico brasileiro. A luta das mulheres por conquistas de direitos e mais espa\u00e7os profissionais em diferentes \u00e1reas do cinema continua necess\u00e1ria e ativa, e com um dado preocupante: a quase total aus\u00eancia de mulheres negras no setor. Por isso, buscamos contribuir de maneira consciente para a promo\u00e7\u00e3o da paridade de g\u00eanero e de ra\u00e7a.\u00a0<br><\/p>\n\n\n\n<p>Como coordenadora geral do FestTagu\u00e1, entendo que precisamos abarcar olhares plurais, al\u00e9m de desmistificar e desnaturalizar a figura do homem branco como sujeito universal. Isso se d\u00e1 pelo reconhecimento de compet\u00eancias e habilidades das mulheres, com o pagamento de sal\u00e1rios iguais e a aten\u00e7\u00e3o permanente ao machismo estrutural que rege as rela\u00e7\u00f5es.\u00a0<br><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, com a realiza\u00e7\u00e3o da nossa 14a. edi\u00e7\u00e3o, reafirmamos o nosso compromisso com a Cultura da Paz, com a democracia e o despertar de uma consci\u00eancia integradora, que reconhe\u00e7a e valorize a mulher, sua sabedoria, sua capacidade de relacionar-se de forma amorosa, cuidadosa e solid\u00e1ria, seu sonho de constru\u00e7\u00e3o de um mundo melhor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:right\">*Jana\u00edna Andr\u00e9 \u00e9 coordenadora geral do Festival Taguatinga de Cinema<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jana\u00edna Andr\u00e9*&nbsp; Nosso microcosmo \u00e9 feminino, e n\u00e3o \u00e9 de hoje. 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