{"id":2107,"date":"2019-04-01T00:18:28","date_gmt":"2019-04-01T03:18:28","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/?p=2107"},"modified":"2019-04-10T21:24:18","modified_gmt":"2019-04-11T00:24:18","slug":"21anos-o-festival-do-coracao-do-cineasta-antonio-balbino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/21anos-o-festival-do-coracao-do-cineasta-antonio-balbino\/","title":{"rendered":"#FTC21anos | O festival do cora\u00e7\u00e3o do cineasta Ant\u00f4nio Balbino"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"751\" height=\"751\" src=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Antonio-Balbino.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2109\" srcset=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Antonio-Balbino.jpg 751w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Antonio-Balbino-150x150.jpg 150w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Antonio-Balbino-300x300.jpg 300w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Antonio-Balbino-260x260.jpg 260w\" sizes=\"auto, (max-width: 751px) 100vw, 751px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Eu tinha 16 anos quando fui pela primeira vez ao cinema. Foi em Taguatinga, no finado Cine Lara. Ali eu \u00a0vi o pior filme da minha vida. Meu interesse pelo cinema, e por fazer cinema, nasceu depois, l\u00e1 pelo ano 2000, coincidindo com o in\u00edcio do meu afeto pelo FestTagu\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu\nsempre morei em Brazl\u00e2ndia, o meu \u201cCentro do Mundo\u201d. Nos anos 2000, sair de\ncasa para ir ao cinema no Plano Piloto era algo pouco animador (bom, ainda \u00e9,\npor causa da lonjura). Al\u00e9m da dist\u00e2ncia e da dificuldade de log\u00edstica, cinema\nj\u00e1 era ent\u00e3o um programa caro, quase inacess\u00edvel para mim. Por isso, tudo que\ndizia respeito ao cinema era novidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Um dia, assistindo ao telejornal local, uma nota sobre uma mostra de filmes de curta-metragem em Taguatinga despertou a minha curiosidade. A\u00ed eu me perguntei: \u201co que diabos ser\u00e1 filme curta-metragem?\u201d (mentira, eu n\u00e3o disse &#8220;diabos&#8221;, eu usei outra palavra, mas achei de bom tom n\u00e3o public\u00e1-la). Pois bem, aquela mostra de filmes, coisa que eu nem sabia que existia, tinha uma vantagem que devia ser considerada: Taguatinga estava ao lado, mais perto de Brazl\u00e2ndia do que o Plano Piloto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o\neu fui.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o\nme lembro bem da programa\u00e7\u00e3o de filmes daquela primeira noite. O que ficou gravado\nna minha mem\u00f3ria afetiva foi o prazer que senti naquele ambiente assistindo a\nfilmes de curta-metragem, formato que al\u00edas eu desconhecia, na bitola de 16mm,\noutra novidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Nas edi\u00e7\u00f5es seguintes do FestTagu\u00e1, me tornei parte do p\u00fablico cativo. Foi frequentando as oficinas ofertadas pelo festival que eu comecei a lapidar o que viria a ser a minha profiss\u00e3o. Foi ouvindo o inesquec\u00edvel Z\u00e9 do Caix\u00e3o e sentindo a sua paix\u00e3o pelo cinema que eu finalmente me tornei cineasta.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o demorou muito at\u00e9 que eu realizasse o meu primeiro filme de curta-metragem. Foi&nbsp; a\u00ed que este espectador cativo subiu ao palco do FestTagu\u00e1 para receber seu primeiro pr\u00eamio. Primeiro de outros que recebi ali mesmo, no palco do Teatro da Pra\u00e7a, no meu festival do cora\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, muitos filmes depois, eu ainda tenho cadeira cativa na plateia do FesTagu\u00e1. Mas ao longo dos 21 anos de hist\u00f3ria do festival, j\u00e1 como cineasta do DF, eu assumi diversos pap\u00e9is. O mais importante deles, no entanto, \u00e9 o de ser um eterno e vibrante torcedor. <\/p>\n\n\n\n<p>Eu\ntor\u00e7o para que o Festival Taguatinga de Cinema siga firme valorizando os novos\nrealizadores de curta-metragem e trabalhando com afinco para alavancar, atrav\u00e9s\ndo TaguaMAPI, as carreiras de jovens cineastas independentes, todos t\u00e3o carentes\nde oportunidades. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 t\u00e3o bonito vir acompanhando a trajet\u00f3ria desse festival que resiste e floresce fora do centro, na periferia do poder. Por isso \u00e9 que s\u00f3 tem uma forma de encerrar essa minha declara\u00e7\u00e3o de amor, e o farei celebrando com voc\u00eas assim: a periferia \u00e9 n\u00f3s, manx!<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:right\">Antonio Balbino \u00e9 roteirista e morador do \u201cCentro do Mundo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu tinha 16 anos quando fui pela primeira vez ao cinema. Foi em Taguatinga, no finado Cine Lara. 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