{"id":1844,"date":"2018-07-02T17:10:53","date_gmt":"2018-07-02T20:10:53","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/?p=1844"},"modified":"2018-08-02T14:44:06","modified_gmt":"2018-08-02T17:44:06","slug":"wift-brasil-entrevista-com-nagila-guimaraes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wift-brasil-entrevista-com-nagila-guimaraes\/","title":{"rendered":"WIFT BRASIL &#8211; ENTREVISTA COM A CO-FUNDADORA N\u00c1GILA GUIMAR\u00c3ES"},"content":{"rendered":"<p>Em 2017, o Festival Taguatinga de Cinema realizou uma edi\u00e7\u00e3o inteira voltada ao tema \u201cNossa por\u00e7\u00e3o mulher\u201d, levantando o debate sobre a presen\u00e7a feminina no audiovisual. Um ano depois, como o tema \u201cO movimento em n\u00f3s\u201d, a pauta de g\u00eanero continua a reverberar como um movimento que n\u00e3o para.<\/p>\n<p>Em 2018, o Festagu\u00e1 firma parceria com a<a href=\"http:\/\/wiftbrasil.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em> WIFT Brasil &#8211; Women In Film &amp; Television<\/em><\/a>, uma rede internacional que oferece suporte profissional, oportunidades de desenvolvimento, networking e reconhecimento para mulheres que trabalham nas mais diversas \u00e1reas do audiovisual, conectando mais de 13 mil associadas, em 18 pa\u00edses dos 5 continentes.<\/p>\n<p>No Brasil desde 2013, a rede segue objetivando o protagonismo da mulher na TV, no Cinema e em novas m\u00eddias atrav\u00e9s de v\u00e1rios projetos. Para isso, convoca novas mulheres da \u00e1rea a se associarem, integrando um banco de dados mundial e podendo participar de eventos de networking e do festival internacional de curta-metragem que exibe apenas filmes de membras da WIFT pelo mundo.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nMOSTRA PARALELA<\/strong><\/p>\n<p>Em agosto, durante a programa\u00e7\u00e3o da Mostra Competitiva, realizaremos a Mostra Paralela WIFT, onde a curadoria do Festival Taguatinga de Cinema ir\u00e1 selecionar curtas-metragens produzidos por mulheres brasileiras associadas \u00e0 WIFT Brasil. Acesse <a href=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/mostra-paralela-wift-brasil-women-in-film-television\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">AQUI<\/a> e saiba mais.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nENTREVISTA<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_1845\" style=\"width: 236px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Nagila-foto1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1845\" class=\"wp-image-1845 size-medium\" src=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Nagila-foto1-226x300.jpg\" alt=\"\" width=\"226\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Nagila-foto1-226x300.jpg 226w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Nagila-foto1-768x1020.jpg 768w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Nagila-foto1-771x1024.jpg 771w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Nagila-foto1-600x797.jpg 600w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Nagila-foto1.jpg 1952w\" sizes=\"auto, (max-width: 226px) 100vw, 226px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1845\" class=\"wp-caption-text\">N\u00e1gila Guimar\u00e3es<\/p><\/div>\n<p>Para firmar nossa parceria, entrevistamos a co-fundadora da WIFT Brasil, a produtora N\u00e1gila Guimar\u00e3es, que conta um pouco mais sobre o hist\u00f3rico da rede no Brasil e no mundo.<\/p>\n<p>Empreendedora cultural, desde 2001, N\u00e1gila atua na produ\u00e7\u00e3o de festivais como Sundance Film Festival (2002), Miami International Film Festival (2003-2008) e Abu Dhabi Film Festival (2008-2012). Cursou Economia na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais, Com\u00e9rcio Exterior na UCLA (Los Angeles) e Produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo e Distribui\u00e7\u00e3o na New School For Social Research (Nova Iorque). Foi membra do Conselho Consultivo do Geena Davis Institute para a realiza\u00e7\u00e3o do simp\u00f3sio <a href=\"https:\/\/seejane.org\/symposiums-on-gender-in-media\/global-symposiums-2016-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gender in Media<\/a> no Brasil (2016). \u00c9 tamb\u00e9m curadora e produtora de importantes mostras, como a 7\u00aa Mostra Mundo \u00c1rabe de Cinema, Mostra de Cinema \u00c1rabe e Cinema Georgiano: Um S\u00e9culo de Filmes, al\u00e9m da Mostra Cinema Brasileiro, no Peru.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nFestival: De forma breve, como surgiu a WIFT e como se constr\u00f3i a atua\u00e7\u00e3o da rede diante das mudan\u00e7as de paradigma relacionadas ao feminino e aos feminismos que vivemos hoje?<\/strong><\/p>\n<p>A rede <a href=\"https:\/\/www.wifti.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Women In Film &amp; Television<\/a> surgiu em Los Angeles, em 1973. Foi uma iniciativa da jornalista Tichi Wilkerson Kassel (ex-editora da revista Hollywood Reporter), que, ao obter a informa\u00e7\u00e3o que apenas 2% dos roteiros de TV eram escritos por mulheres, decidiu pensar alternativas para apoiar o desenvolvimento profissional das realizadoras. Logo, a organiza\u00e7\u00e3o cresceu rapidamente nos EUA e se espalhou pelo mundo.<\/p>\n<p>Desde 2015, mulheres em n\u00edvel global iniciaram um movimento no mercado audiovisual. Este movimento tem demonstrado que a luta pela paridade de g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 suficiente. Necessitamos de uma conscientiza\u00e7\u00e3o do desequil\u00edbrio sist\u00eamico, que exige mudan\u00e7a cultural e de pol\u00edticas em toda a estrutura de poder do mercado audiovisual. Atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es de mobiliza\u00e7\u00e3o, debates e networking, criamos oportunidades de engajamento na luta pela conquista de paridade e inclus\u00e3o<br \/>\na n\u00edvel nacional e internacional.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nFestival: A WIFT chegou no Brasil em 2013 e a sede, no Rio de Janeiro, \u00e9 a primeira da Am\u00e9rica do Sul. Porque a escolha do Brasil? J\u00e1 existem sedes ou atua\u00e7\u00f5es em outros pa\u00edses hermanos?<\/strong><\/p>\n<p>As nossas hermanas s\u00e3o a WIFT-M\u00e9xico e WIFT-Rep\u00fablica Dominicana. A WIFT Brasil surgiu meio que por acaso. Eu estava morando nos Emirados \u00c1rabes e trabalhando para o Festival de Cinema, quando conheci Rashmi Lamba, produtora indiana. Naquele momento, ela estava envolvida com a cria\u00e7\u00e3o da WIFT Dubai e come\u00e7amos uma conversa sobre a rede. Rashmi comentou que ainda n\u00e3o existia nenhuma WIFT na Am\u00e9rica do Sul e sugeriu que eu levasse esta iniciativa para o Brasil. Eu me interessei muito pela rede, mas hesitei sobre a ideia, porque estava morando fora do Brasil, mas decidi aceitar o desafio.<\/p>\n<div id=\"attachment_1848\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1848\" class=\"wp-image-1848 size-large\" src=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-3-1024x692.jpg\" alt=\"\" width=\"590\" height=\"399\" srcset=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-3-1024x692.jpg 1024w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-3-300x203.jpg 300w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-3-768x519.jpg 768w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-3-600x405.jpg 600w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-3.jpg 1956w\" sizes=\"auto, (max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1848\" class=\"wp-caption-text\">Debate &#8220;Como criar condi\u00e7\u00f5es para cineastas mulheres realizarem seu primeiro filme&#8221;, no Festival de Cinema Ponte N\u00f3rdica, no Rio de Janeiro (Abril\/2016). Com Katja Wik (Su\u00e9cia), May el-Touhky (Dinamarca), Maristela Bizarro (WIFT Brasil) como mediadora, Debora Ivanov e Vera Egito.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Festival: Desde a chegada da WIFT no Brasil, como voc\u00ea percebe o envolvimento das realizadoras brasileiras e quais projetos ou eixos de a\u00e7\u00e3o est\u00e3o se encaminhando com mais for\u00e7a no pa\u00eds? Podemos citar parcerias com realizadoras brasileiras que se apresentam como refer\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>Acompanhando um movimento global no mercado do audiovisual, surgiram no Brasil v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es e grupos de mulheres refletindo e buscando solu\u00e7\u00f5es sobre a falta de representatividade feminina no audiovisual. As mulheres est\u00e3o ajudando umas \u00e0s outras e cultivando a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de realizadoras.<\/p>\n<p>As pol\u00edticas p\u00fablicas implementadas pela Ancine s\u00e3o muito importantes para minimizar o gap da desigualdade de g\u00eanero, ra\u00e7a, regionalismo e orienta\u00e7\u00e3o sexual. Outra grande contribui\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia foi a divulga\u00e7\u00e3o do estudo realizado em 2016 sobre a <a href=\"https:\/\/oca.ancine.gov.br\/participa%C3%A7%C3%A3o-feminina-na-produ%C3%A7%C3%A3o-audiovisual-brasileira-2016\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Participa\u00e7\u00e3o Feminina na Produ\u00e7\u00e3o Audiovisual Brasileira<\/em><\/a>. Pesquisas s\u00e3o fundamentais para compreender melhor a dimens\u00e3o de um problema complexo, que n\u00e3o pode ser limitado apenas a buscar paridade de g\u00eanero na distribui\u00e7\u00e3o dos cargos e remunera\u00e7\u00e3o. Existe uma crescente conscientiza\u00e7\u00e3o de que a desigualdade \u00e9 interseccional entre g\u00eanero, etnia, classe social e orienta\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>D\u00e9bora Ivanov representa uma grande refer\u00eancia, pois sempre apoiou e se envolveu, tanto na implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas da Ancine quanto nas a\u00e7\u00f5es da sociedade civil que defendem mais igualdade no mercado audiovisual.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nFestival: \u00c9 vis\u00edvel um aumento da presen\u00e7a de mulheres no mercado audiovisual, mas sabemos que ainda \u00e9 preciso avan\u00e7ar. Em rela\u00e7\u00e3o aos pr\u00f3prios filmes, voc\u00ea percebe narrativas predominantes nas produ\u00e7\u00f5es realizadas por mulheres? Os espa\u00e7os galgados tamb\u00e9m s\u00e3o traduzidos nos filmes?<\/strong><\/p>\n<p>As mulheres est\u00e3o construindo suas narrativas com maior autonomia, pois uma pequena brecha tem sido aberta. Maior acesso, investimento, pluralidade e liberdade de cria\u00e7\u00e3o est\u00e3o refletindo na diversidade das produ\u00e7\u00f5es e narrativas. Apenas dois exemplos na Am\u00e9rica Latina:<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=f346SUm2xU4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Kbela<\/a> (de Yasmin Thayna) e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=raPQSktuy6s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pelo Malo<\/a> (de Mariana Rondon) exemplificam essa mudan\u00e7a, que tem um longo caminho a percorrer&#8230;<\/p>\n<div id=\"attachment_1847\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-2-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1847\" class=\"wp-image-1847 size-large\" src=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-2-1-1024x639.jpg\" alt=\"\" width=\"590\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-2-1-1024x639.jpg 1024w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-2-1-300x187.jpg 300w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-2-1-768x479.jpg 768w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-2-1-600x374.jpg 600w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/WIFT-BRASIL-2-1.jpg 1589w\" sizes=\"auto, (max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1847\" class=\"wp-caption-text\">Simp\u00f3sio global sobre g\u00eanero na m\u00eddia, realizado na sede do Google, em S\u00e3o Paulo (mar\u00e7o\/2016). Parceria WIFT Brasil, Instituto Geena Davis, Google e outras organiza\u00e7\u00f5es.<\/p><\/div>\n<p><strong><br \/>\nFestival: A WIFT, al\u00e9m da TV e do Cinema, tamb\u00e9m prop\u00f5e o suporte \u00e0s mulheres que trabalham com novas m\u00eddias. Como voc\u00ea analisa o uso da internet e suas diversas plataformas no avan\u00e7o do cen\u00e1rio audiovisual feito por mulheres?<\/strong><\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das tecnologias digitais vem transformando a produ\u00e7\u00e3o e o acesso ao conte\u00fado. Isto proporcionou mais uma ferramenta fundamental para ajudar as mulheres a produzirem e exibirem seus trabalhos. Al\u00e9m disto, possibilitou maior conex\u00e3o entre mulheres, com o surgimento de v\u00e1rias redes de suporte. As novas janelas de exibi\u00e7\u00e3o e a mudan\u00e7a no perfil do espectador representam uma ruptura profunda na forma como as obras audiovisuais s\u00e3o assistidas, refletindo tamb\u00e9m na produ\u00e7\u00e3o. No entanto, continua havendo uma grande concentra\u00e7\u00e3o dos recursos na distribui\u00e7\u00e3o, elo da cadeia respons\u00e1vel pelo investimento na divulga\u00e7\u00e3o dos filmes. N\u00e3o podemos negar que o interesse do grande p\u00fablico, em parte, depende de um esfor\u00e7o de propaganda. Sem d\u00favida, ainda falta investimento na distribui\u00e7\u00e3o de filmes realizados por mulheres.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nFestival: A WIFT ir\u00e1 realizar uma mostra paralela dentro da programa\u00e7\u00e3o do 13\u00ba Festival Taguatinga de Cinema, que, em 2017, teve uma edi\u00e7\u00e3o dedicada totalmente ao tema \u201cNossa por\u00e7\u00e3o mulher\u201d. Essa \u00e9 a primeira a\u00e7\u00e3o da rede em Bras\u00edlia. Qual a expectativa e propostas?<\/strong><\/p>\n<p>A WIFT Brasil est\u00e1 buscando desenvolver seu trabalho em todo o pa\u00eds, o que s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel atrav\u00e9s de parcerias e a\u00e7\u00f5es locais, como j\u00e1 estamos desenvolvendo no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo. O Festival de Taguatinga de Cinema ser\u00e1 a nossa primeira oportunidade de apresentarmos o trabalho da organiza\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, para atrairmos associadas e parcerias. Assim, poderemos ampliar cada vez mais os impactos da nossa atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/66085643\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\">\nPor Keyane Dias: jornalista cultural, poeta, terapeuta<br \/>\ne co-criadora da <a href=\"http:\/\/pareiacomunicacao.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pareia &#8211; Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura<\/a><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2017, o Festival Taguatinga de Cinema realizou uma edi\u00e7\u00e3o inteira voltada ao tema \u201cNossa por\u00e7\u00e3o mulher\u201d, levantando o debate sobre a presen\u00e7a feminina no audiovisual. Um ano depois, como o tema \u201cO movimento em n\u00f3s\u201d, a pauta de g\u00eanero continua a reverberar como um movimento que n\u00e3o para. 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