{"id":1716,"date":"2018-04-24T14:37:26","date_gmt":"2018-04-24T17:37:26","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/?p=1716"},"modified":"2018-04-24T15:00:22","modified_gmt":"2018-04-24T18:00:22","slug":"entrevista-rodrigo-arajeju-diretor-do-premiado-tekoha-som-da-terra-1o-lugar-no-12o-festagua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/entrevista-rodrigo-arajeju-diretor-do-premiado-tekoha-som-da-terra-1o-lugar-no-12o-festagua\/","title":{"rendered":"Entrevista: Rodrigo Arajeju, diretor de &#8216;Tekoha &#8211; Som da Terra&#8217; (1\u00ba lugar no 12\u00ba Festagu\u00e1)"},"content":{"rendered":"<p>Em 2017, o curta <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/TEKOHAsomdaterra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Tekoha \u2013 Som da Terra<\/em><\/a>, dirigido por Rodrigo Arajeju e Valdelice Veron (Xamiri Nhupoty), venceu o 12\u00ba Festival Taguatinga de Cinema. Premiado e exibido em muitos outros festivais pelo Brasil, o document\u00e1rio trata da luta liderada por mulheres Guarani pela retomada de seu territ\u00f3rio sagrado no estado do Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m roteirista e diretor dos filmes<em> \u00cdndio cidad\u00e3o?<\/em>\u00a0 (vencedor de melhor m\u00e9dia-metragem do FICA 2015) e<em> \u00cdndios no poder (<\/em>vencedor de melhor dire\u00e7\u00e3o no Cine Cear\u00e1 de 2016), Rodrigo concedeu entrevista ao blog do Festival Taguatinga de Cinema para falar da sua experi\u00eancia como realizador Audiovisual, da milit\u00e2ncia pelos direitos ind\u00edgenas e do cen\u00e1rio dos festivais de cinema.<\/p>\n<p>Rodrigo Arajeju \u00e9 realizador na produtora independente 7G Documenta e mestre em Sustentabilidade Junto a Povos e Terras Tradicionais, pelo Centro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da UnB. Com o Povo Kaiowa, desde 2014, produz document\u00e1rios e v\u00eddeos sobre as lutas e os lutos nas retomadas.<\/p>\n<div id=\"attachment_1717\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Captura-de-tela-de-2018-04-24-131601.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1717\" class=\"wp-image-1717\" src=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Captura-de-tela-de-2018-04-24-131601.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Captura-de-tela-de-2018-04-24-131601.png 729w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Captura-de-tela-de-2018-04-24-131601-300x181.png 300w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Captura-de-tela-de-2018-04-24-131601-600x363.png 600w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Captura-de-tela-de-2018-04-24-131601-280x168.png 280w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1717\" class=\"wp-caption-text\">Participa\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo do projeto &#8220;De Olho nos Ruralistas&#8221;<\/p><\/div><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Festagu\u00e1: Voc\u00ea \u00e9 formado em Direito e acabou trilhando o caminho do Audiovisual focado nos direitos ind\u00edgenas. De que forma e quando aconteceu essa transi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Nos anos de 2008 e 2009 trabalhei em quest\u00f5es ind\u00edgenas relacionadas ao direito de \u00e1guas, com experi\u00eancias internacionais em tribunais \u00e9ticos de justi\u00e7a ambiental na Am\u00e9rica Central e em Istambul, durante o F\u00f3rum Alternativo Mundial da \u00c1gua. Me impressionei com o Direito Maya na Guatemala e tive contato com muitos v\u00eddeos e filmes de lutas ind\u00edgenas no continente americano. Voltei pro Brasil com a intui\u00e7\u00e3o de que era necess\u00e1rio realizar um filme sobre a participa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas, movimento nacional na d\u00e9cada de 1980, na Constituinte (1987-88) para resgatar o processo de conquista dos diretos constitucionais dos Povos Origin\u00e1rios do Brasil. Existe muito preconceito na sociedade e desconhecimento das lutas e mobiliza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas em \u00e2mbito da pol\u00edtica federal. Em 2013, aprovei projeto no FAC para a realiza\u00e7\u00e3o do filme &#8220;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ti1q9-eWtc8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00cdNDIO CIDAD\u00c3O?<\/a>&#8220;, que foi minha estreia nessa trajet\u00f3ria que denomino como comunica\u00e7\u00e3o por direitos ind\u00edgenas.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Festagu\u00e1: Como voc\u00ea analisa o desconhecimento dos povos e tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas por parte da sociedade brasileira? Qual o papel da grande m\u00eddia e da institui\u00e7\u00e3o escola nesse processo?<\/strong><\/p>\n<p>A maior parte da popula\u00e7\u00e3o desconhece a diversidade dos 305 Povos e a diferen\u00e7a de seus contextos socioculturais e ambientais. No territ\u00f3rio brasileiro, h\u00e1 registros de ind\u00edgenas em isolamento volunt\u00e1rio em regi\u00f5es de fronteiras, que \u00e9 uma realidade totalmente diferente, por exemplo, do Povo Patax\u00f3, na Bahia, que resiste h\u00e1 518 anos desde a invas\u00e3o colonial. No entanto, a maioria dos brasileiros parece exigir dos ind\u00edgenas o fen\u00f3tipo do que durante um tempo se chamou de &#8220;\u00edndio Xingu&#8221; ou a paraliza\u00e7\u00e3o das culturas no tempo, ignorando todos os crimes e viola\u00e7\u00f5es do processo hist\u00f3rico de coloniza\u00e7\u00e3o e das pol\u00edticas de incorpora\u00e7\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es \u00e0 &#8220;comunh\u00e3o nacional&#8221;, oficialmente, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1980 &#8211; o etnoc\u00eddio institucional. A grande m\u00eddia costuma pautar quest\u00f5es ind\u00edgenas somente no m\u00eas de abril ou quando se tratam de conflitos, muitas vezes com mat\u00e9rias superficiais e que refor\u00e7am preconceitos. Muitas escolas ainda est\u00e3o despreparadas para abordar aspectos hist\u00f3ricos e contempor\u00e2neos desses povos, embora esteja vigente a Lei n\u00ba 11.645\/2008, que torna obrigat\u00f3ria a inclus\u00e3o de &#8220;hist\u00f3ria e cultura ind\u00edgena&#8221; no curr\u00edculo.<\/p>\n<div id=\"attachment_1718\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/TEKOHA-som-da-terra-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1718\" class=\"size-full wp-image-1718\" src=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/TEKOHA-som-da-terra-2.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/TEKOHA-som-da-terra-2.jpg 620w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/TEKOHA-som-da-terra-2-300x168.jpg 300w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/TEKOHA-som-da-terra-2-600x337.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1718\" class=\"wp-caption-text\"><em>Frame do document\u00e1rio Tekoha &#8211; Som da Terra<\/em><\/p><\/div><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Festagu\u00e1: Pela experi\u00eancia com seus tr\u00eas filmes e observando tantas outras produ\u00e7\u00f5es pelo Brasil, quais as contribui\u00e7\u00f5es da linguagem cinematogr\u00e1fica independente para a luta ind\u00edgena no Brasil, em especial a demarca\u00e7\u00e3o de terras?<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que os filmes protagonizados por ind\u00edgenas, sejam lideran\u00e7as ou porta-vozes, apresentam a oportunidade do encontro com os espectadores que desconhecem suas realidades e n\u00e3o tiveram oportunidade de conhecer seus territ\u00f3rios e realidades. \u00c9 uma forma de utilizar a tecnologia para amplificar essas vozes e brigar pela forma\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o na sociedade dominante. Muitos filmes abordam as quest\u00f5es de demarca\u00e7\u00e3o de terras e acabam se convertendo em verdadeiras peti\u00e7\u00f5es audiovisuais pelo cumprimento dos direitos origin\u00e1rios, denunciando essa omiss\u00e3o hist\u00f3rica do Estado brasileiro, que deveria ter conclu\u00eddo todas demarca\u00e7\u00f5es de terras ind\u00edgenas em 1993 &#8211; prazo constitucional estabelecido. Acredito que poucos filmes podem contribuir efetivamente em processos formais de demarca\u00e7\u00e3o, embora se possa citar o filme <a href=\"http:\/\/tvbrasil.ebc.com.br\/cinenacional\/episodio\/corumbiara\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Corumbiara<\/a>, de Vincent Carelli, como um exemplo de que \u00e9 poss\u00edvel utilizar o audiovisual como instrumento probat\u00f3rio.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Festagu\u00e1: Como a experi\u00eancia de capacita\u00e7\u00e3o em novas tecnologias e produ\u00e7\u00e3o audiovisual repercute dentro das comunidades ind\u00edgenas, em especial com as novas gera\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Desde a d\u00e9cada de 1990, representantes de diferentes Povos j\u00e1 se apropriaram das tecnologias audiovisuais atrav\u00e9s das forma\u00e7\u00f5es de cineastas ind\u00edgenas do projeto V\u00eddeo nas Aldeias. S\u00e3o dezenas de filmes realizados desde ent\u00e3o. As novas gera\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram formadas pelos seus pr\u00f3prios parentes e o acesso aos aparelhos celulares tamb\u00e9m facilitou a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado fotogr\u00e1fico, v\u00eddeos e postagem de reportagens nas redes sociais &#8211; a chamada etnom\u00eddia, discuss\u00e3o que no Brasil foi alavancada pela R\u00e1dio Yand\u00ea (http:\/\/radioyande.com\/) e possui diversas iniciativas em \u00e2mbito de organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e profissionais de comunica\u00e7\u00e3o de diferentes Povos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/217760698\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Festagu\u00e1: Os curtas-metragens s\u00e3o a melhor op\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o para filmes engajados politicamente? Porque e como avan\u00e7ar?<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que os curtas possuem mais perspectivas de exibi\u00e7\u00f5es nos circuitos de festivais de cinema do que os longas, que tem uma janela restrita por n\u00e3o comportar tantos filmes na programa\u00e7\u00e3o. Na minha experi\u00eancia pessoal, percebo que os curtas podem rodar muito em festivais e s\u00e3o mais acess\u00edveis para visualiza\u00e7\u00e3o na internet. Realizei apenas um m\u00e9dia, que n\u00e3o teve muita circula\u00e7\u00e3o em festivais pelo formato, contudo, obteve destaque em programa\u00e7\u00e3o de TV P\u00fablica com grande alcance acumulado de telespectadores. Por ser um filme com mais conte\u00fado, ainda \u00e9 o mais demandado e divulgado para cinedebates e mostras. O mercado come\u00e7a a discutir sobre as ditas produ\u00e7\u00f5es de impacto, filmes engajados com causa, e os especialistas dizem que o longa \u00e9 o melhor formato. Acredito que para avan\u00e7ar precisamos conseguir linhas de financiamento, oficiais ou coletivas, para trabalhar a difus\u00e3o dos filmes em circuitos oficiais e alternativos mediante a promo\u00e7\u00e3o de debates e a\u00e7\u00f5es efetivas em prol das causas que se colocam a servi\u00e7o.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Festagu\u00e1: Sobre a sua experi\u00eancia como realizador audiovisual, qual o papel dos festivais de cinema para a amplia\u00e7\u00e3o do p\u00fablico espectador do cinema documental?<\/strong><\/p>\n<p>Avalio que os festivais s\u00e3o uma das janelas mais acess\u00edveis para os realizadores difundirem seus trabalhos, contudo, a concorr\u00eancia \u00e9 cada vez maior, com m\u00e9dia de 600 a 1.000 filmes inscritos para sele\u00e7\u00e3o. O p\u00fablico das sess\u00f5es tamb\u00e9m n\u00e3o se compara com a m\u00e9dia de audi\u00eancia obtida na TV ou na internet. Considero que os festivais importantes para forma\u00e7\u00e3o de plateia s\u00e3o aqueles que promovem debates entre realizadoras(es) e p\u00fablico.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Festagu\u00e1: Por fim, comente sobre a experi\u00eancia de participar e ser um dos vencedores do Festival Taguatinga de Cinema, em 2017.<\/strong><\/p>\n<p>O Festival Taguatinga de Cinema promoveu v\u00e1rios espa\u00e7os de interc\u00e2mbio entre as(os) realizadoras(os), curadoria, p\u00fablico e profissionais do Audiovisual. Foi uma experi\u00eancia positiva ter participado de debates e trocas reflexivas relevantes. Como mencionei, a concorr\u00eancia de filmes \u00e9 crescente e, por isso, ser selecionado para o programa oficial de um festival j\u00e1 \u00e9 motivo de comemora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o aposto no formato competitivo, acredito que a natureza do of\u00edcio cinematogr\u00e1fico \u00e9 colaborativa. Mas \u00e9 a l\u00f3gica do circuito de festivais e as premia\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para abrir novas oportunidades de circula\u00e7\u00e3o do filme. Tamb\u00e9m tem o aspecto da premia\u00e7\u00e3o em dinheiro que contribui bastante para os investimentos feitos no filme, sendo que todo o trabalho de divulga\u00e7\u00e3o dos curtas n\u00e3o \u00e9 financi\u00e1vel nas linhas p\u00fablicas de fomento. No caso do nosso filme, tamb\u00e9m permitiu o envio de uma quantia para a fam\u00edlia que protagonizou o curta e essa contrapartida financeira \u00e9 importante. Considerando esses dois aspectos, o reconhecimento da qualidade cinematogr\u00e1fica da obra e a premia\u00e7\u00e3o foram muito importantes para n\u00f3s. Foi uma honra ter participado do festival e alcan\u00e7ado essa distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desejo vida longa ao Festival Taguatinga de Cinema e que siga antenado \u00e0s resist\u00eancias que precisamos refor\u00e7ar no Audiovisual e na vida.<\/p>\n<div id=\"attachment_1719\" style=\"width: 685px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/20180404183521160450u.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1719\" class=\"size-full wp-image-1719\" src=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/20180404183521160450u.jpg\" alt=\"\" width=\"675\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/20180404183521160450u.jpg 675w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/20180404183521160450u-300x200.jpg 300w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/20180404183521160450u-600x400.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1719\" class=\"wp-caption-text\"><em>Cerim\u00f4nia de premia\u00e7\u00e3o do 12\u00ba Festival Taguatinga de Cinema &#8211; 2017. Foto: Paula Carruba<br \/><\/em><\/p><\/div><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\">Por Keyane Dias: jornalista cultural, poeta, terapeuta<br \/>\ne co-criadora da <a href=\"http:\/\/pareiacomunicacao.com.br\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Pareia &#8211; Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura<\/a><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2017, o curta Tekoha \u2013 Som da Terra, dirigido por Rodrigo Arajeju e Valdelice Veron (Xamiri Nhupoty), venceu o 12\u00ba Festival Taguatinga de Cinema. 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