{"id":1299,"date":"2017-10-09T11:47:04","date_gmt":"2017-10-09T14:47:04","guid":{"rendered":"http:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/?p=1299"},"modified":"2017-10-09T11:48:31","modified_gmt":"2017-10-09T14:48:31","slug":"em-entrevista-neggata-comenta-sua-oficina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/em-entrevista-neggata-comenta-sua-oficina\/","title":{"rendered":"Neggata comenta sua oficina"},"content":{"rendered":"<p>Dentro da programa\u00e7\u00e3o das P\u00edlulas Digitais, Lorena Monique, a Neggata, ministrar\u00e1 a oficina &#8220;O poder da representatividade negra nas redes sociais&#8221;, em 11 de outubro,\u00a0das 14h30 \u00e0s 18h, na EIT (Setor Central QNB 01 \u00c1rea Especial 01). Inscri\u00e7\u00f5es aqui:\u00a0festivaltaguatinga.com.br\/pilulas<\/p>\n<p>Voc\u00ea conhece a Neggata? Na entrevista a seguir, uma das mais populares youtubers do DF conta um pouco de sua trajet\u00f3ria, sobre negritude, d\u00e1 dicas de cinema e comenta o que esperar de sua participa\u00e7\u00e3o no P\u00edlulas Digitais.<\/p>\n<div id=\"attachment_1302\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/foto_neggata.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1302\" class=\"size-medium wp-image-1302\" src=\"http:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/foto_neggata-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/foto_neggata-300x300.jpg 300w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/foto_neggata-150x150.jpg 150w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/foto_neggata-260x260.jpg 260w, https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/foto_neggata.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1302\" class=\"wp-caption-text\">Lorena Monique, a Neggata<\/p><\/div>\n<p>O que voc\u00ea apresentar\u00e1 na oficina?<br \/>\nA oficina tem como principal foco discutir o racismo na produ\u00e7\u00e3o audiovisual e tamb\u00e9m nas redes sociais. Ent\u00e3o propus dividir a oficina em tr\u00eas momentos:<br \/>\n1) TRAJET\u00d3RIAS &#8211; COMO CHEGUEI AT\u00c9 AQUI? Nesta primeira parte contarei um pouco sobre minha hist\u00f3ria e sobre como refer\u00eancias brancas \u201cajudaram\u201d na constru\u00e7\u00e3o da minha identidade como criadora (negra) de conte\u00fado digital. Como comecei meu canal no YouTube e por que? Quais foram minhas contribui\u00e7\u00f5es? Contarei um pouco como criei o projeto fotogr\u00e1fico chamado #AhBrancoDaUmTempo e como este projeto me levou no Encontro com F\u00e1tima Bernardes em 2014.<br \/>\n2) QUANTAS PESSOAS NEGRAS TE INFLUENCIAM? A segunda parte faz um levantamento meio hist\u00f3rico de aspectos, caracter\u00edsticas e est\u00e9ticas da hegemonia e do padr\u00e3o \u201cbranco\u201d imposto nas grandes m\u00eddias e como a \u201ccor\u201d nos influencia de diferentes formas, como moda, m\u00fasica, cultura, redes sociais e etc.<br \/>\n3) REPRESENTATIVIDADE IMPORTA? A terceira parte \u00e9 bem &#8220;bapho&#8221; porque trata um pouco da hist\u00f3ria de diferentes personalidades negras do brasil e fora dele (em grande parte figuras femininas). O intuito \u00e9 mostrar pessoas negras que s\u00e3o inspiradoras, que todos precisam conhecer, e como estas figuras impactam e movem\/transformam vidas de outras pessoas negras como (como n\u00f3s). Por que elas s\u00e3o importantes para outros influenciadores e como essas pessoas t\u00eam tido voz dentro e fora das redes sociais. O intuito \u00e9 mesclar durante a exposi\u00e7\u00e3o desta oficina v\u00eddeos e fotografias. Para o final, proponho uma parte aberta para produ\u00e7\u00e3o de um \u201cvideo self\u201d, onde ensinarei algumas etapas para produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo de YouTube. A ideia \u00e9 que os alunos tentem reproduzir com seus celulares.<\/p>\n<blockquote><p>2) Para quem n\u00e3o te conhece, conte um pouco sobre a hist\u00f3ria do seu canal.<br \/>\nMeu canal come\u00e7ou em 2013. N\u00e3o parti de inspira\u00e7\u00f5es e sim de uma profunda inquieta\u00e7\u00e3o por n\u00e3o encontrar tem\u00e1ticas que discutem e problematizam algumas quest\u00f5es como cabelo, moda, comportamento, etc. O que mudou tem muita liga\u00e7\u00e3o com as expectativas e feedbacks que as pessoas me d\u00e3o, procuro muito manter este contato. Sempre tive uma boa percep\u00e7\u00e3o sobre meu conte\u00fado, mas comecei a acreditar mais nele mais quando algumas marcas \u2013 como, por exemplo, a Natura \u2013 me convidaram para participar de uma mesa sobre \u201cFeminismo e maquiagem\u201d. Foi \u00f3timo.<\/p><\/blockquote>\n<p>3) \u00c9 voc\u00ea mesma que produz os v\u00eddeos? Caso sim, como foi o seu aprendizado nessa \u00e1rea t\u00e9cnica?<br \/>\nSim, eu mesma produzo. Mas recebo uma ajuda muito significativa da minha irm\u00e3 de 17 anos, Lorrane. Meu aprendizado foi no pr\u00f3prio YouTube, com v\u00eddeo-aulas e lendo muito sobre tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>4) Na oficina voc\u00ea vai falar sobre representatividade e ativismo negro: como essas coisas entram na sua vida e como mudaram sua maneira de enxergar o mundo?<br \/>\nEntraram com diversas reflex\u00f5es, mas acredito que as portas se abriram quando tive que fazer alguns questionamentos para mim mesma quando ingressei na UnB pelo sistema de cotas em 2013. A partir dali tudo mudou, tudo come\u00e7ou a se encaixar e eu come\u00e7ava a entender minhas viv\u00eancias e todas as \u201cmicro agress\u00f5es\u201d causadas na adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>5) Quais filmes voc\u00ea indica que abordam de maneira interessante representatividade e ativismo negro?<br \/>\n\u201cAh, branco, d\u00e1 um tempo \u2013 Construindo espa\u00e7o\u201d, \u00e9 um document\u00e1rio produzido por mim em 2015 em parceria com a Pupila Produ\u00e7\u00f5es, uma empresa j\u00fanior de consultoria audiovisual. Falamos sobre como as micro agress\u00f5es raciais afetam pessoas negras dentro e fora da Universidade.<br \/>\n\u201cKBELA\u201d, um document\u00e1rio produzido por Yasmin Tayn\u00e1 sobre o que \u00e9 ser mulher negra e o que \u00e9 torna-se negra.<br \/>\n\u201cLibertem Angela!\u201d, que trata sobre a vida da Angela Davis, uma das mais importantes integrantes dos Panteras Negras, grupo criado nos anos 50, um partido que lutava pelos direitos civis nos Estados Unidos.<br \/>\n\u201cQuanto vale ou \u00e9 por quilo?\u201d, o filme faz uma analogia entre o antigo com\u00e9rcio de escravos e a atual explora\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria pelo marketing social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dentro da programa\u00e7\u00e3o das P\u00edlulas Digitais, Lorena Monique, a Neggata, ministrar\u00e1 a oficina &#8220;O poder da representatividade negra nas redes sociais&#8221;, em 11 de outubro,\u00a0das 14h30 \u00e0s 18h, na EIT (Setor Central QNB 01 \u00c1rea Especial 01). 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