{"id":1267,"date":"2017-09-29T12:08:43","date_gmt":"2017-09-29T15:08:43","guid":{"rendered":"http:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/?p=1267"},"modified":"2017-10-09T11:40:26","modified_gmt":"2017-10-09T14:40:26","slug":"comissao-de-selecao-comenta-o-processo-de-escolha-dos-curtas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaltaguatinga.com.br\/blog\/comissao-de-selecao-comenta-o-processo-de-escolha-dos-curtas\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o de sele\u00e7\u00e3o comenta o processo de escolha dos curtas"},"content":{"rendered":"<p>Respons\u00e1veis pela sele\u00e7\u00e3o dos curtas-metragens do 12\u00ba Festival Taguatinga de Cinema, Adriana Gomes e Nina Rodrigues analisaram nada menos do que 215 produ\u00e7\u00f5es inscritas. As 20 selecionadas e as quatro que mais arrecadaram votos pelo site ser\u00e3o exibidas entre os dias 1\u00ba e 4 de novembro, no Teatro da Pra\u00e7a, em Taguatinga. Na entrevista a seguir, Adriana e Nina comentam o processo de sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que foi mais desafiante durante a an\u00e1lise dos curtas inscritos?<\/strong><br \/>\nAG: O principal desafio foi a quantidade de curtas-metragens inscritos, a diversidade de temas e manter um olhar sobre a produ\u00e7\u00e3o na perspectiva do tema do festival em 2017, \u201cNossa por\u00e7\u00e3o mulher\u201d, que atingisse a nossa expectativa na pr\u00e1xis do feminino e dos feminismos como recorte. Al\u00e9m do desafio de selecionar curtas para representar um painel do momento sobre as quest\u00f5es do feminino, tivemos a preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m de selecionar curtas que envolvesse o maior n\u00famero de estados brasileiros com o conceito proposto para o 12\u00ba Festival Taguatinga de Cinema.<\/p>\n<p>NR: O maior desafio deriva da maior surpresa: receber uma quantidade grande de filmes alinhados com o tema do festival. O que n\u00e3o \u00e9 uma coisa simples de entender porque, obviamente, ele fica muito conectado \u00e0s tem\u00e1ticas femininas, as tem\u00e1ticas da mulher. E a nossa inten\u00e7\u00e3o foi ampliar isso e trazer para o Feminino, com F mai\u00fasculo, que tem a ver com valores, com amorosidade, com compaix\u00e3o, com confian\u00e7a, conex\u00e3o com a Terra, conex\u00e3o consigo mesmo. Foi muito bacana perceber que existem coisas sendo produzidas nesse sentido e que as pessoas entenderam a proposta e inscreveram filmes com narrativas sens\u00edveis e sobre temas variados.<\/p>\n<p><strong>Antes de verem os filmes, voc\u00eas tinham algum tipo de expectativa quanto ao que iriam avaliar? E, depois de visto todos esses curtas-metragens, o que diriam que foram as maiores surpresas?<\/strong><br \/>\nAG: Sim, a expectativa era grande em saber o que, nacionalmente, realizadores e realizadoras de curtas-metragens estavam produzindo nessa linha tem\u00e1tica. Almej\u00e1vamos curtas que sintetizassem o feminino na tela, em filmes guiados por afetos, amorosidade, senso do sagrado, respeito \u00e0 alteridade e \u00e0 Natureza. N\u00e3o sei distinguir as surpresas (foram tantas), mas o que nos orientou foi a nossa responsabilidade e sensibilidade do nosso lugar enquanto mulher, de escolher curtas que nos tocassem por meio da nossa viv\u00eancia e da nossa vis\u00e3o de mundo. Isso sim foi surpreendente, selecionar curtas que dialogam entre si em suas diversas dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>NR: Est\u00e1 sendo feito um cinema com este olhar feminino, n\u00e3o apenas em termos de tem\u00e1tica, mas de narrativa. Em outras palavras: h\u00e1 uma produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica prol\u00edfica, centrada na atualidade dos temas relacionado \u00e0 mulher e aos valores femininos.<\/p>\n<p><strong>Que abordagens o p\u00fablico pode esperar quanto ao tema proposto?<\/strong><br \/>\nNR: Muitos filmes tratam do empoderamento da mulher, principalmente da mulher negra, que est\u00e1 num momento muito vigoroso nessa busca por seu lugar, de posse de toda a sua for\u00e7a, isso \u00e9 muito bacana. E a gente observou isso no processo de curadoria. Porque a gente sabe da necessidade n\u00e3o s\u00f3 de discutir, mas da necessidade que as mulheres t\u00eam de auto-express\u00e3o. Temos tamb\u00e9m hist\u00f3rias com crian\u00e7as e hist\u00f3rias de uma alma feminina que se expressa no masculino, a anima no homem.<\/p>\n<p>AG: As obras trazem algumas das mais representativas tend\u00eancias do curta nacional, mesclando fic\u00e7\u00e3o, document\u00e1rio, anima\u00e7\u00e3o e linguagem experimental com toda sua riqueza narrativa sobre o feminino. Com o debate que trata de quest\u00f5es que envolvem a diversidade de g\u00eanero e a luta coletiva contra o racismo e as v\u00e1rias formas de viol\u00eancias contra as mulheres. Os curtas-metragens retratam aspectos afirmativos das viv\u00eancias LGBT e quest\u00f5es raciais de autoconhecimento, fortalecimento e desconstru\u00e7\u00e3o de valores est\u00e9ticos com dimens\u00e3o pol\u00edtica e de den\u00fancias e reflex\u00f5es sobre a viol\u00eancia contra a mulher a partir do di\u00e1logo e visibilidade nos diversos segmentos identit\u00e1rios de nossa sociedade. E por fim, curtas que de alguma maneira, retratam a busca por uma raiz, uma ancestralidade da for\u00e7a feminina que todos n\u00f3s temos, ou seja, na \u201cnossa por\u00e7\u00e3o mulher\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1veis pela sele\u00e7\u00e3o dos curtas-metragens do 12\u00ba Festival Taguatinga de Cinema, Adriana Gomes e Nina Rodrigues analisaram nada menos do que 215 produ\u00e7\u00f5es inscritas. As 20 selecionadas e as quatro que mais arrecadaram votos pelo site ser\u00e3o exibidas entre os dias 1\u00ba e 4 de novembro, no Teatro da Pra\u00e7a, em Taguatinga. 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