Categoria: oficinas

Confira entrevista com Watson Odilon sobre o AÚ MiDi – 3º Seminário de Mídias Digitais

Parte da programação de atividades formativas do 12º Festival Taguatinga de Cinema, o AÚ MiDi – 3º Seminário de Mídias Digitais será realizado em 10 e 11 de novembro, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Faculdade de Comunicação (Bloco M) do Campus Taguatinga da Universidade Católica de Brasília (UCB) e oferecerá ao público palestras e oficinas gratuitas. As inscrições podem ser feitas no site do seminário. Na entrevista a seguir, o coordenador do seminário, Watson Odilon, comenta a programação.

Como e por que se deu a transformação do evento, antes focado em TV Digital, para Mídias Digitais?
Achamos que deveríamos expandir o evento para todas as outras mídias digitais e não só ficar com a TV Digital, porque a comunicação hoje está por todas as partes e dispositivos. Não estamos desmerecendo e nem desqualificando a importância da TV Digital, mas tentando apresentar outras possibilidades para as pessoas que vêm nos prestigiar. Desta vez tentamos trazer o que temos de mais atual sobre TV Digital, games, cognição e BitCoin, que todos os dias passam a ser realidade na vida de muitas pessoas.

Para quem não conhece, o que é o Ginga e como ele pode impactar, positivamente, a vida das pessoas?
Ginga é o nome do Middleware de Interatividade da TV Digital, mas o que significa Middleware? É uma camada que faz a comunicação entre o hardware (no caso, os televisores e seus sistemas operacionais) e software (aplicações interativas), que independente da marca e do sistema operacional do seu televisor, a aplicação interativa irá funcionar.

Sabemos que a televisão está presente em mais de 93% dos domicílios brasileiros, um alcance muito maior que a internet – ainda abaixo dos 55%. É aí que o Ginga pode impactar positivamente na vida das pessoas. Com o Ginga podemos desenvolver aplicações interativas onde podemos disponibilizar qualquer tipo de informação sem a necessidade de termos internet ou uma TV conectada. Como exemplo posso citar o Projeto Brasil 4D, que inclusive foi vencedor de vários prêmios internacionais.

No Brasil 4D que rodou aqui no Distrito Federal era possível ver as vagas de emprego que estavam disponíveis para aquele dia, acompanhar a Carreta da Mulher, saber informações sobre a Lei Maria da Penha, informações bancárias do Banco do Brasil, Caixa, entre outras coisas, e todas as informações eram atualizadas diariamente. Imagina uma pessoa que está desempregada conseguir buscar emprego pela TV sem a necessidade de gastar dinheiro com ônibus!

O que você pode adiantar sobre as palestras?
Como passamos recentemente pelo processo de desligamento da TV analógica aqui no DF, tivemos algumas experiências que podem servir como norte para os outros estados que ainda vão passar por isso. Vamos apresentar informações sobre o desligamento e quais adaptações ou mudanças os telespectadores tiveram que fazer para conseguir utilizar a TV Digital. Teremos a apresentação do Brasil 4D e a questão da interatividade na TV Digital. Ainda teremos um Roadmap da evolução do Ginga nos últimos anos e também será apresentada uma palestra sobre os 10 milhões de conversores que foram distribuídos para as famílias do Bolsa Família e do Cadastro Único.

Teremos uma palestra sobre computação cognitiva nas mídias digitais, conceitos e aplicações da Blockchain, que é o novo protocolo de confiança ou de criptografia que, a cada dia que passa, vem sendo mais utilizado pelas pequenas, médias e grandes organizações pelo fato de necessitar de terceiros para garantir a integridade do documento. A Blockchain é vista como a principal inovação tecnológica do bitcoin, visto que é a prova de todas as transações na rede.

Vamos ter uma apresentação sobre jogos independentes onde serão abordados a evolução do mercado que vem crescendo muito no Brasil e em Brasília. E seguindo nos game, teremos a exposição de alguns jogos independentes e um mini BRING – Mostra de Indie Games, que conta com o apoio da Behold Studios.

Sem dúvidas teremos ótimas apresentações e será também uma boa oportunidade para trocar experiências!

 



Conheça o AÚ MiDi – 3º Seminário de Mídias Digitais

Além das atividades do Taguá MAPI, outro evento voltado para o debate e a formação audiovisual, o AÚ MiDi – 3º Seminário de Mídias Digitais, está relacionado ao 12º Festival Taguatinga de Cinema e será realizado em 10 e 11 de novembro. Uma realização da Ginga-DF, BARU-LAB e Associação Cultural Faísca, numa parceria com a Universidade Católica de Brasília, o AÚ MiDi ocupa a Faculdade de Comunicação (localizado no Bloco M) da UCB com palestras e oficinas gratuitas. As inscrições podem ser feitas até 11 de novembro em festivaltaguatinga.com.br.

Antes chamado Seminário Ginga-DF de TV Digital, o AÚ MiDi – Seminário de Mídias Digitais se propõem a oferecer mais conteúdo e acompanhar as inovações das novas mídias e tecnologias disponíveis.

Palestras:

10 de novembro
9h às 9h30: Brasil 4D – com Cosette Espindola de Castro (UCB) – DF
9h30 à 10h: TV Digital – O desligamento do sinal analógico e a adaptação dos telespectadores – com Alexandre Kieling (UCB) e Kênia Freitas (UCB) – DF
10h30 às 11h: Roadmap de Evolução do Middleware Ginga – com Marcelo Ferreira Moreno (UFJF) – MG
11h às 11h30: O Ginga chega à população: mais de 10 milhões de conversores de TV Digital com Ginga C em distribuição – Rafael Diniz (UnB) – DF
13h às 14h: Exposição de Jogos Independentes – com BRING GAMES
14h: Blockchain: conceitos e aplicações – Paulo Jerônimo (desenvolvedor) – DF
16h30 às 17h: A independência dos Games: a evolução do mercado de jogos eletrônicos – com Saulo Camarotti (Be Hold – BRING) – DF

Oficinas:

Blockchain: entendendo e utilizando o Ethereum, com Paulo Jerônimo (desenvolvedor)
11 de novembro, sábado, das 9 às 12h30, na Universidade Católica de Brasília

Esta oficina apresentará como funciona o Ethereum demonstrando seus conceitos e aplicações sob a ótica de programadores. O Ethereum é uma plataforma descentralizada capaz de executar contratos inteligentes e aplicações usando a tecnologia Blockchain. Aplicações executadas no Ehtereum funcionam sem qualquer possibilidade de censura, fraude ou interferência de terceiros.

Paulo Jerônimo é consultor, desenvolvedor, autor, instrutor e palestrante. Desenvolve em linguagens de programação e ferramentas executadas sob plataformas abertas ou proprietárias. Dá preferência a produção de softwares livres. Presente no mercado corporativo desde 1993, produz soluções com o uso de frameworks e de práticas ágeis. Detém vasta experiência em arquitetura, desenvolvimento e infraestrutura para o atendimento a requisitos não funcionais. Trabalha com softwares de missão crítica, escaláveis e tolerantes a falhas, executados por clusters de servidores de aplicações em nuvens computacionais públicas ou privadas. Atualmente, seu foco tem sido o desenvolvimento de soluções envolvendo o uso de Blockchain.

Elastic.co – dashboards interativos com dados do Twitter, com Leonardo Segala (desenvolvedor, DFJUG)
11 de novembro, sábado, das 9 às 12h30, na Universidade Católica de Brasília

Visando explorar a parte de análise focado em marketing digital. Nosso objetivo será demonstrar as funcionalidades básicas da suíte básica do elasticsearch para que possamos conectar a uma conta real do twitter, armazenar seus dados no elasticsearch e em seguida visualizar em tempo real esses dados através de um dashboard personalizado.

Leonardo Segala é desenvolvedor Java, Líder de comunidade. Tenho mais de 10 anos de experiência com linguagens de programação com foco web. Entusiasta em data science.



Reflexões sobre a economia criativa audiovisual

O Taguá MAPI é um espaço de debate para promover o mercado audiovisual por meio de vozes e experiências fundamentais. Os participantes do Taguá MAPI são gestores, programadores e realizadores de diferentes matizes e tendências do cinema, internet e televisão. É urgente e necessária uma reflexão sobre economia, audiovisual e desenvolvimento local. Como articular políticas, formação técnica e criativa? Como internacionalizar conteúdos locais e regionais? Como impulsionar polos de desenvolvimento local que gerem emprego e renda para uma juventude sedenta por cultura? Como tirar proveito de legislações recentes de apoio ao audiovisual que apontam para a descentralização? Perguntas fundamentais para nortear três intensos dias de discussão no Festival de Taguatinga. Atividades gratuitas. Locais: Park Inn Hotel (dias 2 e 3) e Teatro da Praça (4 de novembro).

2 de novembro
9h às 12h: LabMAPI – Laboratório de desenvolvimento de projetos, com Alice Lanari (cineasta e produtora).
Instrumentalização para a cena local: criação, desenvolvimento, produção, distribuição, difusão e comercialização. Vagas limitadas, inscrições em festivaltaguatinga.com.br

14h30: Painel 1 – Desenvolvimentos audiovisuais locais – Taguatinga: centro periférico do DF.
Exemplos de sucesso em regiões fora dos grandes eixos que encontraram soluções audiovisuais locais. Com Roberto Monzo (Barra do Piraí-RJ), Cibele Amaral (CONNE-DF), Sara Rocha (Secult-DF), Thiago Rocha (Secult-DF) e Alex Galvão (Ancine). Inscrições no local.

17h: Masterclass com André Novais
Diretor e roteirista, André Novais realizou, entre outros, o curta Quintal e o longa-metragem Ela volta na quinta. Seus filmes foram selecionados e premiados em diversos festivais nacionais e internacionais, como a Quinzena dos Realizadores em Cannes, Rotterdam, FID Marseille, Brasília e Mostra de Tiradentes. Junto com Gabriel Martins, Maurílio Martins e Thiago Macêdo Correia é sócio na produtora mineira Filmes de Plástico. Inscrições no local.

3 de novembro
9h às 12h: LabMAPI – Laboratório de desenvolvimento de projetos, com Alice Lanari (cineasta e produtora). Instrumentalização para a cena local – Criação, desenvolvimento, produção, distribuição, difusão e comercialização. Vagas limitadas, inscrições em festivaltaguatinga.com.br

14h30: Painel 2 – Da produção local para o mundo: circuitos, festivais e coproduções
Com Eduardo Raccah (consultor), Ana Beraba (Esfera Filmes) e Rafael Sampaio (BR LAB). Inscrições no local.

16h30: Painel 3 – Audiências, YouTube, novos formatos e tendências
Com Helen Ramos (Hell Mother), Krishna Mahon (Imprensa Mahon) e Alex Vidigal (UCB). Inscrições no local.

4 de novembro
9h30 às 12h
Desvendando o Pitching: a arte de apresentar seu projeto audiovisual, com Alice Lanari (cineasta e produtora) e André Leão (Secult-DF). Inscrições no local.



Pílulas Digitais: Daniel Grilo apresenta sua oficina de GIFs

O ilustrador, músico e diretor de criação brasiliense Daniel Grilo é o responsável pela terceira das Pílulas Digitais. Em “Oficina de fotos e gifs para internet”, Grilo pretende mostrar aos participantes os principais fundamentos e o passo a passo da criação desse tipo de peça gráfica. Na entrevista a seguir ele detalha a atividade, que está marcada para 18 de outubro, quarta-feira, das 14h30 às 18h, na EIT.

Como será a dinâmica da oficina?
A oficina está separada em quatro partes. Na primeira eu me apresento, falo de influências e do meu trabalho. Na segunda eu exploro a história do GIF e confronto a abordagem de linguagem e formato. Na terceira veremos alguns cases e vou traçar um panorama sobre a linguagem GIF nas redes sociais. Na última parte, produziremos uma peça. Tudo será apresentado em projeção e o conteúdo foi todo produzido em GIF.

O quão mais fácil está produzir uma animação no computador nos dias de hoje?
Do modo que vamos abordar – o GIF e suas restrições como linguagem – está muito fácil mesmo. O grande lance é o storytelling. Ideias simples podem ser muito bem-feitas com um celular. Já fiz conteúdo assim para grandes marcas, com resultados significativos.

Quando o assunto é GIFs, o que você indica como bons exemplos?
Não tenho referência de artistas específicos. Gosto da linguagem de algumas marcas, alguns sites que têm exemplos diversos. Me inspiro mais de uma forma universal, sem estar necessariamente ligado à ferramenta/formato, mas que pode ser adaptado. Mangás, (o filme) Tron, (a série) Stranger things, (o clipe) Sledgehammer, do Peter Gabriel, (os filmes do) Tim Burton, a banda Squirrel Nut Zippers, peças de publicidade – por aí vai.

 



Neggata comenta sua oficina

Dentro da programação das Pílulas Digitais, Lorena Monique, a Neggata, ministrará a oficina “O poder da representatividade negra nas redes sociais”, em 11 de outubro, das 14h30 às 18h, na EIT (Setor Central QNB 01 Área Especial 01). Inscrições aqui: festivaltaguatinga.com.br/pilulas

Você conhece a Neggata? Na entrevista a seguir, uma das mais populares youtubers do DF conta um pouco de sua trajetória, sobre negritude, dá dicas de cinema e comenta o que esperar de sua participação no Pílulas Digitais.

Lorena Monique, a Neggata

O que você apresentará na oficina?
A oficina tem como principal foco discutir o racismo na produção audiovisual e também nas redes sociais. Então propus dividir a oficina em três momentos:
1) TRAJETÓRIAS – COMO CHEGUEI ATÉ AQUI? Nesta primeira parte contarei um pouco sobre minha história e sobre como referências brancas “ajudaram” na construção da minha identidade como criadora (negra) de conteúdo digital. Como comecei meu canal no YouTube e por que? Quais foram minhas contribuições? Contarei um pouco como criei o projeto fotográfico chamado #AhBrancoDaUmTempo e como este projeto me levou no Encontro com Fátima Bernardes em 2014.
2) QUANTAS PESSOAS NEGRAS TE INFLUENCIAM? A segunda parte faz um levantamento meio histórico de aspectos, características e estéticas da hegemonia e do padrão “branco” imposto nas grandes mídias e como a “cor” nos influencia de diferentes formas, como moda, música, cultura, redes sociais e etc.
3) REPRESENTATIVIDADE IMPORTA? A terceira parte é bem “bapho” porque trata um pouco da história de diferentes personalidades negras do brasil e fora dele (em grande parte figuras femininas). O intuito é mostrar pessoas negras que são inspiradoras, que todos precisam conhecer, e como estas figuras impactam e movem/transformam vidas de outras pessoas negras como (como nós). Por que elas são importantes para outros influenciadores e como essas pessoas têm tido voz dentro e fora das redes sociais. O intuito é mesclar durante a exposição desta oficina vídeos e fotografias. Para o final, proponho uma parte aberta para produção de um “video self”, onde ensinarei algumas etapas para produção de vídeo de YouTube. A ideia é que os alunos tentem reproduzir com seus celulares.

2) Para quem não te conhece, conte um pouco sobre a história do seu canal.
Meu canal começou em 2013. Não parti de inspirações e sim de uma profunda inquietação por não encontrar temáticas que discutem e problematizam algumas questões como cabelo, moda, comportamento, etc. O que mudou tem muita ligação com as expectativas e feedbacks que as pessoas me dão, procuro muito manter este contato. Sempre tive uma boa percepção sobre meu conteúdo, mas comecei a acreditar mais nele mais quando algumas marcas – como, por exemplo, a Natura – me convidaram para participar de uma mesa sobre “Feminismo e maquiagem”. Foi ótimo.

3) É você mesma que produz os vídeos? Caso sim, como foi o seu aprendizado nessa área técnica?
Sim, eu mesma produzo. Mas recebo uma ajuda muito significativa da minha irmã de 17 anos, Lorrane. Meu aprendizado foi no próprio YouTube, com vídeo-aulas e lendo muito sobre também.

4) Na oficina você vai falar sobre representatividade e ativismo negro: como essas coisas entram na sua vida e como mudaram sua maneira de enxergar o mundo?
Entraram com diversas reflexões, mas acredito que as portas se abriram quando tive que fazer alguns questionamentos para mim mesma quando ingressei na UnB pelo sistema de cotas em 2013. A partir dali tudo mudou, tudo começou a se encaixar e eu começava a entender minhas vivências e todas as “micro agressões” causadas na adolescência.

5) Quais filmes você indica que abordam de maneira interessante representatividade e ativismo negro?
“Ah, branco, dá um tempo – Construindo espaço”, é um documentário produzido por mim em 2015 em parceria com a Pupila Produções, uma empresa júnior de consultoria audiovisual. Falamos sobre como as micro agressões raciais afetam pessoas negras dentro e fora da Universidade.
“KBELA”, um documentário produzido por Yasmin Tayná sobre o que é ser mulher negra e o que é torna-se negra.
“Libertem Angela!”, que trata sobre a vida da Angela Davis, uma das mais importantes integrantes dos Panteras Negras, grupo criado nos anos 50, um partido que lutava pelos direitos civis nos Estados Unidos.
“Quanto vale ou é por quilo?”, o filme faz uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social.



Pílulas Digitais: confira fotos

Primeira das oficinas da programação das Pílulas Digitais, “Você com seu celular também pode fazer um curta-metragem” foi ministrada por Alex Vidigal na manhã de 4 de outubro no Teatro da Praça.

Cineasta e professor universitário, Vidigal explicou aos participantes noções básicas da realização audiovisual e como realizá-la com os recursos de tablet ou celular.

“O que prende uma pessoa a determinado conteúdo audiovisual é a narrativa. Então apresentei aos alunos conceitos de roteiro, decupagem, noção de fotograma, plano, cena, sequência e integridade una do conteúdo – como curta, longa, série ou VT –, etc.”, comentou o professor.

A reação dos alunos ao exercício prático proposto surpreendeu Vidigal: “Propus uma atividade e a galera veio com uma parada mega cerebral: uma encenação em cima da projeção de “A saída dos operários da fábrica” (1895), do Irmãos Lumière, mas no século 21, mostrando as pessoas andando e usando celulares. Essa reflexão veio deles, fiquei orgulhoso da turma”.

 

 

 



Pílulas Digitais: participe!

As Pílulas Digitais são as oficinas de audiovisual oferecidas pelo Festival Taguatinga de Cinema. Entre 4 e 28 de outubro serão realizadas cinco oficinas, todas gratuitas. Estão disponíveis 30 vagas para cada uma, distribuídas da seguinte forma: 10 vagas para o público geral (inscrições aqui pelo site) e 20 vagas para alunos da escola EIT. Confira a seguir as oficinas e seus professores.

Você com seu celular também pode fazer um curta-metragem, com Alex Vidigal
4 de outubro, quarta-feira, das 8h30 às 12h, no Teatro da Praça

Como utilizar os recursos de um celular ou tablet na produção de vídeos? A oficina aborda o desenvolvimento da linguagem audiovisual nas etapas de pré-produção, produção (registro) e pós-produção com a utilização desses aparelhos.

Professor de audiovisual na Universidade Católica de Brasília, Alex Vidigal é também cineasta e DJ. Produziu e dirigiu videoclipes, a série de internet É Nóis, e três curtas-metragens, sendo o mais recente o premiado O filho do vizinho.

 

O poder da representatividade negra nas redes sociais, com Neggata
11 de outubro, quarta-feira, das 14h30 às 18h, na EIT

O que é representatividade? Por que ela é tão importante nos dias de hoje? Por que o ativismo negro tem mudado a forma das marcas e da sociedade enxergar essa vasta diversidade que compõe as mulheres negras? Esse são algumas das perguntas que Neggata tenta responder durante a oficina.

Lorena Monique, mais conhecida na internet como Neggata, nome do canal do Youtube, aborda em seus vídeos temas como cultura negra e empoderamento feminino. Dona de um estilo único, é movida por mudanças e seu visual não nega essa característica, já que ela sempre está com um cabelo diferente.

 

Oficina de fotos e gifs para internet, com Grilo
18 de outubro, quarta-feira, das 14h30 às 18h, na EIT

Desde a idealização até a produção de uma peça, a oficina aborda diversos aspectos pertinentes à foto digital e a criação de gifs, como contexto histórico, conceitos básicos de animação e softwares.

Daniel Grilo é ilustrador, músico e diretor de criação brasiliense. Foi um dos criadores do coletivo Família Design. Em São Paulo, trabalhou como diretor de criação na agência de marketing digital Alfaiataria, como design sênior na LEN Comunicação e Branding e como diretor de criação na agência de conteúdo Recheio.
Realizou desde trabalhos de ambientação para empresas como Walmart e Rhodia, até conteúdo digital para Nestlé, Faber-Castell e Burger King. Atualmente trabalha na Radiola Design e Publicidade (Brasília), onde cuida do conteúdo digital de empresas como Marvin, Honda (Plaza Motors) e Brasília Harley-Davidson.

 

Marketing digital, por onde começar? Com Francisco Jardim
25 de outubro, quarta-feira, das 8h às 12h, no Teatro da Praça

Como começar a divulgar produtos e serviços usando mídias sociais digitais? Quais os primeiros passos? No que vale mais a pena investir: site, Facebook ou anúncios no Google? Na oficina serão apresentados princípios básicos da comunicação no intuito de enfrentar os desafios da divulgação na web.

Formado em Comunicação Social, Francisco Jardim (Kazim) é radialista, designer gráfico e de web e gestor de marketing. Há 14 anos trabalha no mercado de comunicação de Brasília, em grandes agências de publicidade e na Rede Globo.

 

Cobertura do Festival nas redes sociais, com Nina Rodrigues e Karina Perpétuo
28 de outubro, sábado, das 10h às 17h, na EIT

Oficina dedicada aos alunos das Pílulas Digitais com o propósito de fazê-los pôr em prática os conhecimentos e saberes adquiridos para realizar em grupo a cobertura do 12º Festival Taguatinga de Cinema nas redes sociais.

Nina Rodrigues é formada em Jornalismo, estudou documentário, edição e roteiro cinematográfico na EICTV, Escuela Internacional Del Cine Y TV, em Cuba.

Karina Guimarães Perpétuo é graduada em Comunicação Social, pós-graduada em Dinâmica dos Grupos e em Jogos Cooperativos, facilitadora de metodologias conversacionais, participativas e cooperativas.



PASSO LARGO: ROCK INSTRUMENTAL E UM POUCO MAIS

Confira a seguir uma entrevista com o músico Vavá Afiouni, baixista da banda Passo Largo. O grupo de rock instrumental, recente destaque na cena musical do Distrito Federal, será uma das atrações da festa de encerramento do Festival Taguatinga de Cinema, em 26 de abril.

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O Passo Largo será uma das atrações da festa de encerramento do festival. Já tocaram alguma vez em um evento de cinema? O que estão preparando para a ocasião?
Tocamos na abertura do 2º Festival Curtas Brasília, no Cine Brasília, em novembro do ano passado. Em 2012, tocamos no tradicional Festival Internacional de Cinema, por um projeto particular do Passo Largo chamado (In)vasões, quando chegávamos de surpresa, com todo o equipamento e atacávamos de repente, na ocasião “invadimos” o Teatro Nacional, foi bem legal. Uma coisa bem legal é que tanto no festival de curtas quanto no presente Festival de Taguá, a trilha da vinheta é de autoria do Passo Largo. Pra gente é muito legal estar associado a outras linguagens artísticas e tão bem representadas. Pra esse show, estamos preparando umas versões de trilhas marcantes, algumas músicas do nosso primeiro disco e outras do disco que está em andamento, tudo bem pra frente com grooves alucinados.

E por falar em cinema, as trilhas sonoras de filmes influenciam a música de vocês de alguma forma? Como? Quem são os seus “trilheiros” favoritos?
Com certeza, o cinema é algo muito grandioso para passar desapercebido. Vários momentos e contextos ao longo da vida são marcados por filmes e suas músicas. Gostamos de muita gente, no entanto, teve um cara, o Goran Bregović, que se apresentou em Brasília há um tempo e se mostrou simplesmente incrível, o show parecia um filme do Kusturica.

Vavá, você já compôs para cinema, certo? Para quais filmes? Como você encara a produção de música para cinema? Em que sentido a música para filmes é pensada de forma diferente de uma composição para ser tocada ao vivo ou registrada em disco?
Gravei algumas músicas para o filme Procura-se, de Iberê Carvalho, para um curta de animação de Fernando Gutierrez, Deveras Neios, compus e fiz direção musical para teatro também, peças de Joselito e Ricardo Guti, além de trilhas publicitárias e documentários. Acho que a trilha sonora para cinema coloca a música num novo plano, o músico criador precisa olhar para a cena, entendê-la e transpor as informações entre as linguagens, acho que isso abre os poros da sensibilidade artística, é um desafio, a música vai além do que você quer dizer, é um lugar onde ela não fala só, ela complementa, tem que saber se encaixar e enaltecer o conjunto da obra.



ÚLTIMO DIA DA OFICINA DE REALIZAÇÃO AUDIVOSUAL

A Oficina de Realização Audiovisual chega hoje à sua última etapa. Depois de muitas discussões sobre representação social, construção da realidade e ponto de vista, a turma partiu para a produção de um roteiro que tinha como objetivo reconstruir a realidade da Praça do Relógio em Taguatinga, com uma abordagem poética sobre o tema “Cultura de paz” e utilizando a ficção e o documentário como ferramenta de construção da narrativa.

A Praça do Relógio é símbolo de Taguatinga, fica no centro da cidade e, como todo centro, sofre com o descaso do Estado, dos comerciantes e da população de maneira geral. Mesmo assim, ainda é um ambiente onde se reúnem jovens, escritores, estudantes, drogados, prostitutas, turistas, artistas, moradores de rua e pessoas comuns que vêm e vão por aquele espaço.

É dentro desse contexto diverso e plural que surgiu a proposta do filme a ser realizado. Os alunos da oficina fizeram várias visitas à Praça do Relógio e, entre vindas e idas, encontraram a motivação necessária para fazer o filme que será exibido no sábado, 26 de abril, na cerimônia de encerramento da 11ª edição do Festival Taguatinga de Cinema.

Não percam!

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Balanço da Oficina de Realização Audiovisual

Desde o dia 27 de março estão sendo ministradas no Teatro da Praça (Taguatinga), às terças e quintas, as aulas da Oficina de Realização Audiovisual Popular. O professor William Alves, cineasta e diretor do Festival Taguatinga de Cinema, está animado com a condução da oficina e, na entrevista abaixo, faz um balanço dessa atividade (que segue até 22 de abril).

É possível apontar um perfil dos alunos?
Sim, é um grupo muito diverso. Temos o mais jovem com 18 anos e o mais velho com 50. Além disso, são pessoas de localidades e realidades totalmente diferentes, cada um de uma cidade satélite. Temo um raper de Brazlândia, uma jornalista do Riacho Fundo 2, um blogueiro político da Ceilândia, um produtor de vídeos de Taguatinga, um professor de inglês da M Norte, uma francesa que mora na Asa Sul (e que retornou para o Brasil há apenas dois meses), uma fotógrafa e uma antropóloga que trabalha com violência doméstica. Enfim, é um público altamente qualificado e com experiências riquíssimas.

Os alunos já tinham experiência audiovisual ou estão começando agora?
De certa forma, a maioria deles já possui experiência com audiovisual, ainda que sejam experiências mais simples e menos complexas no que diz respeito à produção. Mas temos também aqueles que estão começando.

Quais são as dúvidas mais constantes dos alunos?
As dúvidas são muitas, desde como se faz um roteiro até como se filma para internet. Mas na medida que caminhamos, percebemos que existem questões primeiras e uma delas é desenvolver uma capacidade de compreensão e entendimento das imagens cotidianas a que estamos submetidos. Esse entendimento é que nos possibilita desenvolver projetos de filmes e vídeos de maneira mais consciente. A oficina é pautada por uma discussão que privilegie a compreensão da realidade que nos circunda. Trabalhamos com conceitos de representação social, ponto de vista e construção da realidade. O objetivo é criar um ambiente de reflexão sobre a realidade e as imagens que povoam esse universo. E a partir disso construirmos um entendimento coletivo do todo e um certo nivelamento conceitual. Desse ponto em diante, considero que todos estão preparados para iniciar os processos de construção e realização das narrativas que serão filmadas, pois a oficina é de realização audiovisual e objetivamos que os alunos façam filmes – os quais serão exibidos na cerimonia de encerramento do Festival Taguatinga de Cinema.

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